Dona da American Airlines pede concordata nos EUA

A AMR Corporation, holding que controla as companhias aéreas American Airlines e American Eagle, anunciou nesta terça-feira que recorreu voluntariamente ao capítulo 11 da legislação dos Estados Unidos para reorganizar sua estrutura, o que significa que pediu concordata.

 

"A American tomou essa atitude a fim de alcançar uma estrutura de custo e dívida que seja competitiva na indústria aérea", afirmou a empresa em comunicado. A empresa era a única entre as maiores companhias aéreas dos EUA que não havia pedido recuperação judicial na última década.

A companhia aérea disse ainda que manteve os horários de voos, assim como devoluções, reembolsos e programa de fidelidade, e que espera manter as operações funcionando normalmente ao longo do processo judicial.

De acordo com a empresa, a atitude não tem impacto direto em seus negócios fora dos EUA. "Estou confiante de que a American vai ressurgir ainda mais forte como uma líder global reconhecida pela excelência e inovação", afirmou o presidente da holding e da companhia aérea, Thomas Horton.

A AMR atende a 260 aeroportos em mais de 50 países, com 3.300 voos diários. Nos nove primeiros meses deste ano, a companhia reportou prejuízo líquido de US$ 884 milhões. No mesmo período de 2010, as perdas foram de US$ 373 milhões.

O aumento dos custos trabalhistas e do preço do combustível elevou a dívida da companhia, que teve perdas de US$ 162 milhões no terceiro trimestre deste ano. Os ativos da companhia estão avaliados em US$ 24,7 bilhões, frente ao passivo de US$ 29,5 bilhões.

A reestruturação, que tem 78 mil empregados, inclui a nomeação de um novo executivo-chefe, Thomas Horton, presidente desde julho e antigo diretor financeiro.

As ações da companhia caíam nesta terça-feira mais de 60% nas negociações eletrônicas prévias à abertura de Wall Street.

CAPÍTULO 11
O capítulo 11 permite a uma empresa com dificuldades financeiras continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores. A proteção pode ser requerida seja pela empresa em dificuldades, seja por um de seus credores. Esse procedimento significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal.

Essa é a maior diferença entre o capítulo 11 e o capítulo 7 da mesma lei, que envolve o fim da atividade da empresa. Um administrador judiciário é então nomeado para vender os ativos e organizar a repartição das somas recuperadas graças a essas cessões entre os credores.

O capítulo 11 permite ao devedor manter todos os seus ativos, se opor às demandas de seus credores, adiar os prazos de seus pagamentos e até reduzir unilateralmente sua dívida. Em contrapartida, obriga a empresa que se coloca sob sua proteção a dar ao juiz das falências informações detalhadas sobre o andamento das transações sobre seus credores.

A companhia que solicita essa proteção também deve preparar sua demanda da forma mais detalhada possível para informar devidamente o juiz e seus credores de sua real situação financeira.

Se as transações transcorrem bem, a empresa consegue do juiz e dos credores um plano de reorganização dentro de um prazo de até vários meses. Trata-se de um contrato que estipula a forma como a companhia vai pagar suas dívidas e de onde virá o dinheiro que servirá para este fim.

A reforma da lei em 2005, que tinha como objetivo tentar conter as falências repetidas e os abusos, endureceu as condições do capítulo 11, limitando o período durante o qual as empresas podem definir elas mesmas as modalidades de seu plano de reorganização.

A reforma também limita as possibilidades das empresas de oferecer prêmios especiais a seus dirigentes para mantê-los no cargo quando as contas estão no vermelho.

Nos últimos anos, várias grandes empresas americanas, como as companhias aéreas United Airlines, US Airways, Delta Airlines e Northwest, o banco de negócios Lehman Brothers, a corretora da energia Enron, a empresa de telecomunicações WorldCom e o grupo de distribuição KMart pediram para se beneficiar da proteção do capítulo 11.

Fonte: Uol

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Comentário de Euler Mota em 1 dezembro 2011 às 4:00

Gostaria muito de acreditar em sua teoria porém a pratica tem nos mostrado diferente. O Lula era na verdade um metalúrgico pelo que me recordo, mas teve um ótimo desempenho na administração de uma nação, e governou ou melhor administrou por dois mandatos, muito bom para um metalúrgico dando de curioso na administração não acha ?

Comentário de ULYSSES EUGENIO DE ABREU em 30 novembro 2011 às 19:18

PARA QUEM DESCONHECE A ADMINISTRAÇÃO PROPRIAMENTE DITA, O SINÔNIMO DE SER CURIOSO É ESTUDA-LA A FUNDO E QUEM SABE ESPECIALIZAR-SE ATRAVES DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS NA ÁREA MEU PRECLARO AMIGO. POR ISSO QUE ESSE DITADO É CÉLEBRE E CONTINUA VALENDO, OU SEJA, "ADMINISTRAÇÃO É PARA ADMINISTRADOR". 

Comentário de Euler Mota em 30 novembro 2011 às 1:18

Provavelmente no Brasil não existe concorda desde 2005, como usei como termo figurativo pra explicar a articulação da AA no uso do chapter 11 que na constituição americana significa bankruptcy process, ou falência. De qualquer forma acompanhando uma entrevista do CEO da AA Thomas Horton em Quest Means Business, ele garante que mesmo com o processo de falência em andamento a empresa continuará suas atividades normalmente e seus clientes não serão afetados. Obviamente somos todos especuladores em busca de um desenvolvimento da macro economia mundia que favorecerá o desenvolvimento de mercados emergentes como o Brasil, Rússia, Índia e China. No entanto gostaria de enfatizar que a busca pelo conhecimento e a curiosidade fazem parte do desenvolvimento humano, a ignorância obscura a discussão sadia em busca da livre expressão de pontos de vista e idéias diferentes. Albert Eisten trabalhava em um escritorio de seguros na Áustria, mas esta vida não era o suficiente pra ele, e provou um dos maiores marcos da humanidade a teoria da relatividade geral porque foi curioso.

"A curiosidade é mais importante que o conhecimento."
(Albert Einstein)

"Há diversos tipos de curiosidade; uma de interesse, que nos leva ao desejo de aprender o que nos pode ser útil, e outra, de orgulho, que provém do desejo de saber o que os outros ignoram." (Euler Mota)

Comentário de Thaynara em 29 novembro 2011 às 23:07

Concordata ainda existe, achei que com a nova lei 11.101/05 ele tivesse desaparecido e dado lugar a chamada RECUPRAÇÂO JUDICIAL...

Comentário de ULYSSES EUGENIO DE ABREU em 29 novembro 2011 às 22:15

UM DOS DITADOS MAIS CERTOS DO MUNDO: "ADMINISTRAÇÃO É PARA ADMINISTRADOR", NÃO PARA CURIOSOS, PRINCIPALMENTE DENTRO DA ATUAL POLÍTICA ECONÔMICA NORTE-AMERICANA.

Comentário de Euler Mota em 29 novembro 2011 às 21:25

A Crise econômica mundial principalmente EUA e Europa, dificulta a sobrevivência de diversas multinacionais que tem participações diretas de seus ativos nas bolsas mundiais. Infelizmente uma gigante como a AA não será diferente uma vez que a mesma possui seus assets espalhados por todo o planeta. Esta dificuldade de sobrevivência pode ser notado também no Brasil com exemplo da TAM e Gol que fizeram algumas articulações para minimizar os impactos em suas operações a curto prazo, ao longo prazo se não forem recuperados os prejuízos causados pela crise um processo de concordata ou falência pode ser colocado em prática. O ponto é o seguinte ! se a crise européia e Americana não forem resolvidos de forma política e sócio econômica, veremos um grande problema em todos os setores econômico mundial.

Comentário de CMS Cleverton Rafael em 29 novembro 2011 às 20:59
Fico na torcida para que tudo possa ocorrer de forma positiva com AA, uma empresa de grande porte jamais poderá ficar fora do mercado mundial.
Comentário de Heitor Martins Caribé em 29 novembro 2011 às 17:53

Puts logo essa ...

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